quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Relacionamento entre Sherlock e Watson não é gay", garante o ator Robert Downey Jr.

  • Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e Dr. Watson (Jude Law) em cena de O Jogo das Sombras, segundo filme da franquia sobre o detetive
    Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e Dr. Watson (Jude Law) em cena de "O Jogo das Sombras", segundo filme da franquia sobre o detetive
Não dê ouvidos às más línguas. O relacionamento entre o detetive Sherlock Holmes e seu inseparável parceiro, Dr. Watson, não passa disso: uma grande amizade. "Não... é... gay", sublinha o ator Robert Downey Jr., fazendo uma cara muito séria e sacudindo o dedo indicador como se fosse um professor dando pito.

"Devo repetir? O relacionamento entre Sherlcok e Watson não é gay. Não tem nada de gay. Nada de errado se tivesse, mas seria um desrespeito à obra de Conan Doyle. A relação entre eles é deliciosamente complicada, assim como acontece com duas pessoas muito diferentes entre si, que, por isso mesmo, se dão maravihosamente bem”, insiste o ator, durante entrevista para promover "Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras", em Los Angeles.

No filme, que estreia nos Estados Unidos no dia 16 de dezembro e no Brasil em 13 de janeiro, Holmes (Downey Jr.) e Watson (Jude Law) enfrentam o sinistro Professor Moriarty (Jared Harris), o arqui-inimigo de Sherlock, que fizera uma breve aparição no final do primeiro filme. “Na verdade era um figurante no escuro e meu professor de dicção fazendo uma voz sinistra”, conta Downey, rindo, ao descrever o Moriarty do filme de 2009. “Tínhamos gasto o dinheiro todo, e não sobrava mais para contratar um ator de verdade. Agora temos Jared, que me dá arrepios como Moriarty. Um superator.”
A relação entre eles é deliciosamente complicada, assim como acontece com duas pessoas muito diferentes entre si, que, por isso mesmo, se dão maravihosamente bem
Robert Downey Jr.
Jared Harris não é a única adição notável à trupe sherlockiana neste segundo longa dirigido por Guy Ritchie - há também Noomi Rapace, a garota com a tatuagem de dragão original (do filme sueco), como a misteriosa Sim, e Stephen Fry como Mycroft, o irmão almofadinha de Sherlock. “O elenco ficou mais sério”. Downey admite. “E você não quer dar vexame na frente de colegas tão formidáveis. O meu nível de autoexigência, que já é alto, passou dos limites.”

Assim como o relacionamento entre Holmes e Watson, o trabalho na franquia também aproximou Downey Jr. do cineasta Guy Ritchie.

“[Nossa relação] passou da amizade para o ponto em que nos consideramos quase como irmãos. Agora sei que pertencemos ao mesmo clã. Estávamos num Range Rover indo para uma das festas de aniversário do Sting, e Guy já tinha bebido umas e outras, quando começamos a falar sobre nossos ancestrais, sobre a árvore genealógica, e descobrimos que descendemos do mesmo clã escocês! Agora nós dois sabemos o que temos debaixo do kilt”, brinca o ator.

Enquanto passam mais tempo juntos divulgando "O Jogo das Sombras", Downey e Ritchie têm aproveitado para planejar o terceiro longa da franquia, que já tem lançamento previsto para dezembro de 2014. “ Estamos explorando a ideia do nascimento da psicologia moderna, que é contemporânea de Conan Doyle e, portanto, de Sherlock. A noção do serial killer e do perfil psicológico de um criminoso assim estão na obra de Conan Doyle e dariam um ótimo filme”, antecipa.

Trailer de "Sherlock Holmes"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


Jason Statham e Robert De Niro vivem assassinos de aluguel em "Os Especialistas"

  • Robert De Niro e Jason Statham em cena do filme Os Especialistas
    Robert De Niro e Jason Statham em cena do filme "Os Especialistas"
O nome de Robert De Niro nos créditos de "Os Especialistas" pode enganar os mais incautos. Porque, aqui, o filme é do britânico Jason Statham, fazendo o mesmo personagem durão de sempre, visto em filmes como "Os Mercenários" (2010) e "Carga Explosiva" (2002).

Quando seu parceiro dos tempos de estripulias geopolíticas (leia-se, assassinatos em países em desenvolvimento), Hunter (Robert De Niro), é sequestrado por um xeique, Danny é obrigado a retomar seu trabalho.Statham é Danny, um ex-assassino de aluguel que se aposenta depois de uma crise de consciência. Muda-se para o interior da Austrália, onde mora com sua namoradinha de infância (Yvonne Strahovski).
Lá vêm então as inúmeras cenas de ação ligadas por uma trama baseada no livro de não-ficção de Ranulph Fiennes sobre assassinatos e um xeique maluco em busca de vingar a morte dos três filhos.
Cada um dos assassinos precisa gravar um vídeo de confissão antes de ser executado por Danny e seus comparsas. Isso se resolve lá pela metade do filme, mas fica a dúvida se um deles realmente era o assassino. Sim, Danny tem esse tipo de escrúpulos - fica se remoendo quando mata um inocente.
De Niro fica preso, barbudo e fora de cena durante boa parte do filme. Statham faz o de sempre: corre, atira, bate e sangra. Sobra para Clive Owen, interpretando um agente secreto inglês, tentar trazer alguma dignidade para o filme que, em alguns momentos, tenta se parecer com a trilogia Bourne, mas passa longe.
Mas o diretor, Gary McKendry, não é Paul Greengrass (dos filmes "Bourne") e a trama não é lá essas coisas, perdendo o vigor pouco depois do começo, quando se torna mera rotina caçar, filmar e executar. Nesse sentido, Sylvester Stallone, com o seu "Os Mercenários", conseguia, apesar de todo o botox do elenco veterano, ser mais divertido.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

TRAILER DO FILME "OS ESPECIALISTAS"



sábado, 3 de dezembro de 2011


Com Anne Hathaway, "Um Dia" adapta para o cinema o best-seller inglês de mesmo nome

  • Anne Hathaway e Jim Sturgess estão no elenco de Um Dia, novo filme da diretora Lone Scherfig (Educação)
    Anne Hathaway e Jim Sturgess estão no elenco de "Um Dia", novo filme da diretora Lone Scherfig ("Educação")
 Baseado no romance homônimo de David Nicholls, "Um Dia" tem um título um tanto enganador. Um dia? O filme parece durar uma eternidade, por conta da direção morosa da dinamarquesa Lone Scherfig ("Educação"). A história central repete "Harry & Sally" (1989) e "Tudo Bem no Ano que Vem" (1978), filmes em que, exatamente como aqui, um casal se encontra todos os anos na mesma data.

Ao longo de pouco mais de cem minutos, o longa acompanha o dia específico na vida da dupla. Nessa data, às vezes se encontram, às vezes se falam por telefone, às vezes nem lembram da existência um do outro - na verdade, ela sempre se lembra, ele é que não.Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess, de "Caminho da Liberdade") se conhecem no dia de sua formatura. Na verdade, ela reparou nele há mais tempo, mas ele nunca prestou atenção nela. Naquela noite quase transam e acabam se vendo ao longo de vinte e poucos anos, todos os dias 15 de julho, também conhecido como Dia de São Swithin.
Essa necessidade de se concentrar em um dia na vida dos personagens resulta numa narrativa bastante esquemática e um tanto previsível, mirando no poético e acertando no clichê.
Geralmente, "Um Dia" é mais interessante no seu pano de fundo do que naquilo que acontece no primeiro plano da cena. Ou seja, a ambientação - cenários, figurinos, músicas - são eficientes para mostrar bastante a época de cada um dos 15 de julho. De ombreiras a Robbie Williams, muita coisa que atravessou a cultura pop entre 1988 até 2011 fará uma pequena participação no filme.
Ao contrário de seu longa "Educação", aqui a diretora Scherfig (também de "Italiano para Principiantes") tem mais dificuldade em conduzir a narrativa, preocupa-se mais em retratar a data específica do encontro na vida do casal do que compor o caminho entre um ano e outro organicamente. Descobrem-se os desdobramentos meio sem vê-los propriamente.
Mesmo não sendo uma ideia tão original assim, poderia funcionar melhor com personagens mais bem delineados e também se a história fugisse do clímax previsível. Não faz muito sentido a bela e luminosa Emma se apaixonar tão platonicamente e por tanto tempo pelo egocêntrico e pedante Dexter.
Ao final, apenas um dia pode ser pouco demais para Emma e Dexter. Mas vinte vezes o mesmo dia, uma situação que pode assentar bem ao longo de um livro, nesta adaptação para o cinema falha pela falta de atenção às sutilezas que deveriam cobrir as lacunas entre um ano e outro.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

TRAILER DO FILME "UM DIA"


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Com 70 anos, Harrison Ford quer viver Indiana Jones pela quinta vez no cinema

  • O ator Harrison Ford em cena do filme Indiana Jones - E Os Caçadores da Arca Perdida de 1981
    O ator Harrison Ford em cena do filme "Indiana Jones - E Os Caçadores da Arca Perdida" de 1981
Washington, 30 nov - O ator Harrison Ford está disposto a estrelar pela quinta vez um filme de Indiana Jones e não parece se importar com os 70 anos que terá nas costas no início das filmagens, informou nesta quarta-feira o programa "Extra TV".

Ford, que agora tem 69 anos, confirmou que está "disponível" para usar novamente o chapéu e o chicote do arqueólogo da saga de filmes "Indiana Jones", em cujo roteiro George Lucas já está trabalhando, segundo a revista Empire.

Na entrevista, Ford assegurou que tem "uma grande ambição" e que está disposto a interpretar um de seus personagens mais populares do cinema "enquanto estiver vivo".

Ford interpretou Indiana Jones pela primeira vez em "Caçadores da Arca Perdida" (1981), aos 39 anos, e repetiu o papel em "Templo da Perdição (1984) e "A Última Cruzada" (1989).

Após uma longa parada, o ator, conhecido por outros clássicos como "Guerra nas Estrelas", voltou a encarnar o aventureiro em 2008 no filme "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", que foi recebido friamente pelo público e pela crítica.  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011


Muppets "são como atores em cena", diz Jason Segel sobre o filme, que estreia sexta (2)

  • Cena de Os Muppets, com Kermit, Mary (Amy Adams) e Gary (Jason Segel)
    Cena de "Os Muppets", com Kermit, Mary (Amy Adams) e Gary (Jason Segel)
Produtor, roteirista e ator de "Os Muppets", Jason Segel diz que foi muito fácil trabalhar com os bonecos do filme: é como se houvesse uma "mágica". Ele explica: "Trabalhar com eles é mágico. Em cinco minutos, você já se acostuma com eles, são como atores em cena", diz.
No filme, Walter, o maior fã dos Muppets do mundo, ajuda Kermit (conhecido antigamente como Caco) a reunir os personagens novamente, uma vez que cada um deles tomou um rumo diferente na vida. Eles precisam arrecadar dinheiro para salvar o teatro dos Muppets, que está prestes a ser derrubado por um explorador de petróleo. O longa estreia no Brasil nesta sexta-feira (2).


segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Filho de Dennis Hopper estreia no cinema em "Inquietos", novo filme de Gus Van Sant

  • Mia Wasikowska e Henry Hopper em cena de Inquietos, filme de Gus Van Sant
    Mia Wasikowska e Henry Hopper em cena de "Inquietos", filme de Gus Van Sant
 Em "Inquietos", o diretor Gus Van Sant comprova mais uma vez sua afinidade e compreensão dos universos juvenis, embora de um modo distinto do que demonstrou em "Paranoid Park" (2007) ou "Garotos de Programa" (1991).

O protagonista é o jovem Enoch (o belo e talentoso Henry Hopper, filho de Dennis Hopper, estreando profissionalmente). Sobrevivente de um acidente que matou seus pais, ele vive em depressão. O jeito que encontrou para lidar com a morte foi tornar-se penetra de funerais. Num deles, conhece sua alma gêmea, Annabel (Mia Wasikowska, de "Alice no País das Maravilhas").No centro desta nova história, escrita por Jason Lew, está uma desesperada, nem por isso menos intensa e bonita história de amor, que deve algo à dupla Harold e Maude de "Ensina-me a Viver" (1971), mas atualiza esse registro com uma delicadeza particular.
Annabel tem outro tipo de relação com a morte - sofre de um câncer terminal e tem poucos meses de vida. Mas decidiu que seus últimos dias serão cheios de alegria ao máximo. Relutante, Enoch torna-se o parceiro desta viagem.
Van Sant consegue um equilíbrio difícil ao introduzir um toque surreal no terceiro personagem, Ryo Kase (Hiroshi Takahashi), sempre vestido num curioso uniforme de piloto kamikaze da Segunda Guerra Mundial. Se logo se pode imaginar a verdadeira natureza de Ryo, nem por isso suas conversas com Enoch são menos saborosas, já que ele funciona como um misto de alter ego e observador do amigo e de seu romance, a quem não falta uma fina ironia.
Não há grandes segredos nem revelações no cotidiano dos dois adolescentes, que dançam pelo filme com uma graça natural, vivendo pequenos momentos, criando brincadeiras que cabem perfeitamente em sua idade e situação. Eles podem lidar com a iminência da tragédia de uma forma muito diversa do que se fossem mais velhos, e tiram proveito disso.
Embalado nessa espécie de aura espontânea dos dois protagonistas, o filme, que foi exibido na seção "Um Certo Olhar", do Festival de Cannes 2011, respira uma doçura juvenil com a qual só muito mal-humorados não vão simpatizar.
(Neusa Barbosa, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

TRAILER DO FILME "INQUIETOS"


sábado, 26 de novembro de 2011


"Assalto em Dose Dupla", dos roteiristas de "Se beber, Não Case", tenta fazer graça de clichês do gênero

  • Ashley Judd e Patrick Dempsey em cena de Assalto em Dose Dupla, de Rob Minkoff
    Ashley Judd e Patrick Dempsey em cena de "Assalto em Dose Dupla", de Rob Minkoff
 "Assalto em Dose Dupla" é vendido como uma comédia de ação escrita pelos roteiristas de "Se Beber, Não Case" (1 e 2), Jon Lucas e Scott Moore. Por isso, tenta-se passá-lo como algo na mesma linha, o que se revela enganoso.

A trama gira em torno de um assalto duplo ao mesmo banco, onde trabalha Kaitlin (Ashley Judd, de "Winter, O Golfinho"), que está prestes a casar com um ricaço e abandonar o emprego.A direção é de Rob Minkoff, que tem em seu currículo as animações "Rei Leão" e "Stuart Little".
O primeiro bando de assaltantes é composto por ases da tecnologia e do planejamento (Mekhi Phifer, Matt Ryan, John Ventimiglia). Já o segundo time é formado por dois caipiras sem qualquer noção de como agir (Tim Blake Nelson e Pruitt Taylor Vince).
Também está na agência Tripp (Patrick Dempsey, que viveu dias melhores como galã juvenil nos anos de 1980 em filmes como "Namorada de Aluguel" e "Loverboy - Garoto de Programa"). Além de ser muito esperto e ter uma inteligência especial para números, ele tem alguns tiques nervosos, como falar sem parar quando se sente sob pressão, que os roteiristas devem achar engraçados.
Os funcionários do banco e os poucos clientes são tomados como reféns, mas, para a sorte deles, Tripp está lá e toma a dianteira com um plano para salvá-los. O que é um alívio, pois se fossem esperar a polícia, o filme seria mais longo. Segue-se, então, a cartilha do subgênero "assalto descolado", com os clichês e desdobramentos previsíveis.
A química entre Dempsey (que também é creditado como produtor do longa) e Ashley é quase inexistente, por isso, soa estranho quando eles engatam um suposto romance em meio a tiroteios e disputa entre assaltantes. Talvez o ator tenha visto no filme a possibilidade de fugir do purgatório das comédias românticas em que sua carreira se transformou ("Idas e Vindas do Amor", "O Melhor Amigo da Noiva", "Doce Lar"), mas não foi desta vez. Os anos 1980 não voltam.

TRAILER DO FILME "ASSALTO EM DOSE DUPLA"