domingo, 16 de outubro de 2011


Inspirado em história real, "Winter, o Golfinho" mostra garoto que tenta salvar animal que teve sua cauda amputada



A criaturas famosas que povoam o oceano do entretenimento - Moby Dick, Flipper, a baleia Willy, Bob Esponja, Polvo Paul, entre outros - acabam de ganhar um novo companheiro, a protagonista de "Winter, o Golfinho," filme claramente destinado ao público infantil, que estreia em cópias dubladas e nas versões 3D e convencional.

A golfinho Winter encalha numa praia da Flórida, com a cauda seriamente machucada. Com a ajuda de um pescador e de um garoto chamado Sawyer (Nathan Gamble, de "Marley e Eu"), a golfinho é levada para um aquário público, onde receberá atenção de veterinários e alimentação, enquanto se recupera num tanque.
Os adultos podem torcer o nariz - afinal, o filme é um tanto óbvio -, mas para a criançada, funciona bem. Golfinhos são animais cativantes e inteligentes e o cinema sempre lhes ressalta essas qualidades. Nos Estados Unidos, o filme, que retrata uma história real, chegou a liderar a bilheteria em sua estreia, há duas semanas.
Sawyer, que é uma criança-problema para a mãe (Ashley Judd), deixa de frequentar a recuperação na escola durante as férias de verão e passa a ir todos os dias ao aquário para visitar Winter. Ajudar o animal a se recuperar torna-se a razão de viver do garoto.

TRAILER DE "WINTER, O GOLFINHO"

Mas, para o diretor Charles Martin Smith e os roteiristas Karen Janszen e Noam Dromi, pouca desgraça é bobagem. Não basta a golfinho perder o rabo e ter dificuldade para se locomover, como também começa a ter problemas na coluna. Além disso, o aquário não tem mais verba, deverá ser fechado e nenhum zoológico ou outro aquário quer ficar com Winter.
E não para por aí. Paralelamente, o primo de Sawyer é um jovem soldado (Austin Stowell), recém-saído da academia, que se fere e fica preso a uma cadeira de rodas e não pode mais seguir em frente com sua carreira promissora como nadador.
A novidade na história acontece quando o veterinário (Harry Connick Jr.), aliado a um protético (Morgan Freeman), tenta inventar uma cauda artificial para o animal. Ao mesmo tempo, a filha do veterinário (Cozi Zuehlsdorff) e Sawyer armam um evento para salvar Winter e o aquário.
"Winter, o Golfinho" desliza para um melodrama em vários momentos. Mas a história real da golfinho torna-se um símbolo de superação. Motivando crianças com problemas físicos, consegue ser emocionante sem nunca cair no exagero ou na manipulação. Talvez esteja aí - mais na questão da capacidade individual de cada um do que na superação em si - que resida o que há de mais interessante e importante no filme.

FONTE:http://cinema.uol.com.br

sábado, 15 de outubro de 2011


Diretor da série "Entourage" dá tom moralista à comédia "Qual Seu Número?"



Em tempos de puritanismo, a comédia "Qual seu Número?" é mais um prego no caixão da liberdade sexual. Críticas ao filme e à castidade que ele prega não significam apologia à promiscuidade, mas certa indignação por personagens que agem e pensam como se vivessem num passado muito distante.

Ela faz uma rápida pesquisa junto ao seu pequeno círculo de amigas e descobre que é a mais assanhada de todas. Ela já está na marca - 20 homens - e não quer conhecer nenhum novo, pois quando chegar ao 21o não se casará mais. Esqueça todas as conquistas feministas. Para Hollywood, só resta à mulher a opção de se casar com um homem loiro e rico e se realizar como dona-de-casa.
Estreando em circuito nacional, a comédia, dirigida por Mark Mylod (das séries de televisão "Estados Unidos de Tara" e "Entourage"), apresenta Ally (Anna Faris, da série de paródias "Todo Mundo em Pânico"), uma garota desesperada para se casar. De acordo com um levantamento de uma revista feminina, as mulheres que já tiveram mais de 20 parceiros sexuais ao longo da vida não se casarão.

TRAILER DE "QUAL SEU NÚMERO?"

Munida de uma lista de seus 20 ex-parceiros e com a ajuda de Colin, um vizinho mulherengo (Chris Evans, de "Capitão América"), ela vai procurar um a um os ex-amantes para descobrir o óbvio - se ela não se casou com eles naquela época, não vai ser agora que valerá a pena subir ao altar. O mais notório, e isso não é preciso nem entrar na sessão para descobrir, está gritante no pôster do filme: ela e o vizinho foram feitos um para o outro.
Baseado num "chic-lit" (livros que seguem a mesma linha de comédias românticas, escritos por mulheres engraçadinhas e sonhadoras), "Qual Seu Número?" anda pelo doloroso caminho dos clichês da comédia romântica que eram divertidos e sagazes décadas atrás, quando Cary Grant e Rosalind Russell fizeram "Jejum de Amor," ou quando o mesmo Grant esteve ao lado de Katharine Hepburn, em "Levada da Breca."
O problema em "Qual Seu Número?" é que o filme está completamente de acordo com o moralismo e a condenação da personagem - inclusive limpando sua barra no final. Sequer se dá ao trabalho de atentar para a contradição na qual o homem é mais bem visto quanto maior o seu número de parceiras, e a mulher padece do contrário. Falta ao longa uma visão feminina e moderna do assunto.

FONTE:http://cinema.uol.com.br/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Com Katie Holmes e Guy Pearce e roteiro de Guillermo del Toro, "Não Tenha Medo do Escuro" é conto de fadas gótico



Nas mãos do mexicano Guillermo del Toro, construções góticas, labirintos e recintos escuros despertam, ao mesmo tempo, medo e curiosidade. Vistos pelos olhos de uma criança, essa mistura pode se transformar num convite para entrar em locais em que a luz não penetra e onde podem estar escondidos os piores pesadelos, como na estreia "Não Tenha Medo do Escuro."

Aqui, Guillermo é apenas produtor e roteirista, cabendo ao diretor Troy Nixey dar a forma final ao conto de fadas gótico. Mas as mãos de ambos acabam se confundindo e o estilo do diretor e produtor mexicano paira onipresente ao longo dos quase 100 minutos da produção. Isso já começa no fato de a história ter em seu centro uma criança, como aconteceu em filmes anteriores de Del Toro, "A Espinha do Diabo" (2001) e "O Labirinto do Fauno" (vencedor de três Oscars em 2007).
O filme merece ser visto não apenas por quem gosta de histórias sinistras, mas também por aqueles que se deixam prender pelos climas de um suspense imprevisível.
O título (tradução literal do nome original) é uma armadilha que vai atrair a curiosidade de Sally (Bailee Madison), uma menina que se muda para um casarão comprado pelo pai (Guy Pearce) e que está sendo restaurado por ele e por sua nova namorada, Kim (Katie Holmes), ambos arquitetos. A casa foi habitada no passado por um pintor e seu filho, desaparecidos misteriosamente. As primeiras cenas dão as primeiras pistas de que os porões escondem algum segredo.

TRAILER DE "NÃO TENHA MEDO DO ESCURO"

A criança, que veio a contragosto, não se mostra disposta a dar uma oportunidade a Kim, em quem vê uma rival da mãe, que ficou em outra cidade e parece não estar em condições de criá-la ou então de não querer mais a tarefa. A tentativa de fuga da realidade leva a menina a procurar desvendar cada canto misterioso da casa, como se procurasse um refúgio.
Ao descobrir o porão, ela não tarda a encontrar uma passagem estreita, fechada com grades de ferro, de onde parece ouvir vozes que chamam seu nome. A curiosidade supera o medo e é o que basta para ela decidir abrir a grade e descobrir de quem são as vozes que a chamam para brincar.
Mas agora é o medo que prevalece, pois Sally descobre que libertou seres perigosos. Ela tenta alertar o pai, que não dá importância. Ele acredita que ela pode estar com algum distúrbio psicológico por causa do afastamento da mãe e da mudança repentina para a casa no interior.
Ao contrário de filmes de horror atuais, o diretor evita ser explícito e explora o suspense ao limite, colocando sempre o foco em Sally, em perigo constante, mas que não consegue ser ouvida pelos adultos. Como se estivesse sozinha no mundo, ela precisa se proteger com os poucos recursos de que dispõe. E, até mais da metade do filme, pouco sabemos do real perigo que a espreita.
O medo de Sally contagia quem a acompanha do lado de cá da tela e torce para que nada de mal lhe aconteça. É um conto de fadas, mas o final pode não ser feliz.
FONTE:http://cinema.uol.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


Duro de Matar 5 será intitulado A Good Day to Die Hard

Filmagens começam em janeiro para uma estreia em fevereiro de 2013



Duro de Matar
Duro de Matar 5, o quinto filme da franquia, teve novidades reveladas pelo presidente da Fox, Tom Rothman, em um programa de TV dos EUA.
O título do filme será A Good Day to Die Hard e asfilmagens começam em janeiro de 2012. A história, como já se sabia, será ambientada na Rússia, onde John McClane (Bruce Willis) e seu filho se envolverão em um confronto com forças locais ("mas nada é o que parece", diz o executivo). John McClane Jr. ainda não foi contratado, mas isso deve acontecer em breve.
Roth disse também que o estúdio ainda não sabe se fará um filme censura 13 ou 18 anos.
Duro de Matar 5 será dirigido por John Moore (Max Payne) e estreia em 14 de fevereiro de 2013.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


"O Enigma do Outro Mundo", cult de John Carpenter, ganha remake


  • Pôster oficial do filme The Thing
    Pôster oficial do filme "The Thing"
LOS ANGELES, EUA, 11 Out 2011 (AFP) - Sempre é arriscado tocar em um filme considerado cult e por este motivo o estúdio Universal evitou cair na armadilha do simples remake ao homenagear o famoso "O Enigma do Outro Mundo" (1982), de John Carpenter, e decidiu fazer um respeitoso prólogo.
O novo "O Enigma do Outro Mundo", que no Brasil tem o título de "A Coisa" e estreia sexta-feira (14) nos Estados Unidos, é o primeiro longa-metragem do cineasta holandês Matthijs van Heijningen.
O diretor admitiu recentemente que sofreu uma pressão gigantesca ante a ideia de tocar no filme de Carpenter.
"Eu assisti 'O Enigma do Outro Mundo' quando tinha 17 anos e gostei da reflexão sobre a paranoia, misturada com horror verdadeiro. Nunca vi isso, desta maneira, em outro filme", contou.
A Universal optou por filmar um prólogo, termo usado em Hollywood para descrever um filme derivado de outro e cuja história precede a original, em contraposição a uma sequência, que conta o que ocorre depois do filme original.
A obra-prima de John Carpenter, que descrevia a devastação provocada por um monstro em uma base dos Estados Unidos na Antártica, é um prólogo porque deixa no ar o mistério sobre o que aconteceu antes em uma base norueguesa próxima.
Assim, Heijningen e sua equipe imaginaram o que teria acontecido nesta base, com o máximo de inspiração do filme original.
"Nós inventamos o filme como se fosse a reconstituição da cena de um crime", declarou o diretor. No original de John Carpenter, os americanos visitavam rapidamente a base da Noruega para tentar entender o que estava acontecendo em sua própria base.
"Isto nos deu pistas sobre o que ocorreu e construímos a história ao redor disso".
Para o diretor, o exercício do prólogo era restritivo quanto aos parâmetros que deveriam ser respeitados, mas também muito livre porque a história acontece em um terreno muito diferente, europeu.

TRAILER DO FILME "A COISA"

Outro desafio foi criar o protagonista.
"A princípio era um homem. Mas cada vez que pensávamos em um ator, ele se via ensombrecido por MacReady [o herói do filme de Carpenter, interpretado por Kurt Russell]; Não podia ter a própria personalidade", explicou.
"Assim que nos afastamos de MacReady, escolhemos uma protagonista, uma jovem cientista americana [Mary Elizabeth Winstead], convidada à Antártica por um prestigioso professor norueguês para estudar uma criatura alienígena encontrada no gelo, que resultaria na 'coisa'".
Além do horror puro da história - o monstro, 30 anos depois do filme original, continua sendo repugnante e ganhou ainda mais realismo graças aos efeitos especiais digitais -, o que atraiu o cineasta foi a reflexão que o filme propõe sobre a paranoia.
Van Heijningen recorda que o original foi lançado em 1982, no período de explosão da Aids, e que "a coisa" podia ser encarada como uma metáfora da doença e do contágio, um medo que continua sendo relevante atualmente.
"Isto não mudou muito. Ter uma doença, um vírus, não saber se alguém é um portador ou não, se o vizinho de alguém está infectado. É uma paranoia universal".

FONTE:http://cinema.uol.com.br/

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Veja Stallone, Schwarzenegger e Bruce Willis juntos em "Os Mercenários 2" 



E aí está o que todo mundo queria ver: o trio da pesada junto em Os Mercenários 2. Esta aí ao lado é a primeira imagem dos atores e foi feita durante as filmagens que estão acontecendo agora na Bulgária. A imagem foi postada nesta terça por Arnold Schwarzenegger que também escreveu "de volta à ação emOs Mercenários 2. Estou me divertindo muito no sete com Bruce e Sly na Bulgária".


Nesta continuação vamos ver todo o grupo de volta à ação numa missão na Europa Oriental. A turma de Barney (Stallone) cai numa emboscada e Tool (Mickey Rourke) acaba morrendo. Por isso, o grupo vai atrás de vingança. O longa tem no elenco Jason Statham, Jet Li, Terry Crews, Liam Hemsworth, Dolph Lundgren e os citados acima. Além disso, Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris também parecem estar no elenco embora ninguém afirme isso oficialmente.

A estreia do longa acontece em 17 de agosto de 2012 e tem direção de Simon West.



FONTE:http://ocapacitor.uol.com.br/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011



Antonio Banderas diz que "trabalhar com Almodóvar é um ato de fé"

  • O diretor Pedro Almodóvar pega o ator Antonio Banderas no colo depois da sessão de fotos de A pele que Habito
    O diretor Pedro Almodóvar pega o ator Antonio Banderas no colo depois da sessão de fotos de "A pele que Habito"
Antonio Banderas estreia nesta sexta-feira nos Estados Unidos "A Pele que Habito", a primeira produção espanhola que o ator protagoniza desde "Quero Dizer que te Amo", há 16 anos, e que é também seu reencontro com o diretor Pedro Almodóvar.Para o ator, trabalhar com o cineasta espanhol representa "um ato de fé", afirmou à Agência Efe.
"Temos que acreditar no que fazemos. Lembro que tinha medo quando gravei 'A Lei do Desejo'. O filme acabou se tornando um clássico porque rompe narrativas", disse o ator. "Pedro tem coragem de continuar experimentando e propondo mundos novos, e é isso o que me atrai", acrescentou.
Juntos, os dois fizeram seis filmes: "Labirinto de Paixões" (1982), "Matador" (1985), "A Lei do Desejo" (1986), "Mulheres à beira de um Ataque de Nervos" (1988), "Ata-me" (1989) e agora, mais de 20 anos depois, "A Pele que Habito".
"É muito bom voltar para casa, voltar à família Almodóvar, com a qual tenho uma longa história", destacou o ator espanhol, que em Hollywood gravou filmes como "Philadelphia" (1993), "A Balada do Pistoleiro" (1995), "A Máscara do Zorro" (1998), "Pequenos Espiões" (2001) e toda a saga de "Shrek".

Trailer do filme "A Pele Que Habito"

"Volto a um lugar onde posso me colocar em um universo de risco, de desafio às leis da gravidade cinematográfica. Isto representa uma dificuldade e uma satisfação enorme", considerou.
Duas décadas se passaram desde que Banderas foi para os Estados Unidos. "Agora estes dois mundos se unem em minha vida profissional: de um lado o cinema que explora as complexidades do ser humano, e do outro o cinema entendido como indústria. É quase uma metáfora da minha vida aqui. E estou muito feliz de voltar a trabalhar com Pedro e de criar um monstro absolutamente apaixonante", declarou.
O monstro a que o ator se refere é o seu personagem em "A Pele que Habito", o psicopata Robert Legrand, um médico obcecado pela morte de sua mulher, a qual não conseguiu salvar de um incêndio, e de sua filha.
O filme, um thriller futurista de terror com toques de humor puramente almodovariano, conta a história de Vera (Elena Anaya), uma belíssima mulher criada por Legrand que vive fechada e observada, e cujo único objetivo é fugir.
Tanto Almodóvar como o próprio Banderas e Elena Anaya convenceram a crítica americana, que já começou a especular possíveis candidaturas ao Oscar.
"A expectativa gera frustrações e eu prefiro não pensar nisso. Mas se acontecer, será muito bom", frisou Banderas, que capta financiamento para seu próximo filme, que começaria a ser gravado em abril. "Porém, a crise não atinge apenas os trabalhadores. Afeta muito o cinema também", lamentou.
FONTE:http://cinema.uol.com.br