sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Cercado de mistérios, filme que explora a data 11/11/11 estreia nesta sexta


  • Cena do filme 11-11-11, de Darren Lynn Bousman (Jogos Mortais 2)
    Cena do filme "11-11-11", de Darren Lynn Bousman ("Jogos Mortais 2")
Com direção de Darren Lynn Bousman ("Jogos Mortais 2", "3" e "4"), estreia nesta sexta-feira o terror "11-11-11". O filme, que explora a data considerada cabalística, chega aos cinemas cercado de suspense, sem  pré-estreias ou exibições para jornalistas.
O pouco que se sabe sobre a produção é que ela gira em torno da história de um escritor que perde mulher e filho e vai para Barcelona encontrar o pai, que está morrendo, e o irmão, a quem não vê há tempos. Na cidade espanhola, ele começa a descobrir que sua vida está ligada a acontecimentos que ocorrerão em 11/11/11, quando uma entidade de outro mundo atravessará o 11º portão do Paraíso para chegar à Terra.

Em entrevista ao site Twitchfilm.com, Bousman contou que recebeu ameaças de pessoas que cultuam o número 11/11 e o associam a seres divinos que são enviados a Terra para ajudar na evolução da humanidade, descritos em um suposto livro bíblico apócrifo chamado "Urântia".

"Mandaram cartas para o meu empresário e agentes, recebi mensagens no Facebook dizendo 'Você vai para o inferno por causa disso, vai queimar para sempre por ter feito esse filme'. Mas não de religiosos, desses cultuadores do número 11, pessoas que acreditam nesse fenômeno", contou.


TRAILER DE "11-11-11"

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Veja as primeiras fotos de Bill Murray como presidente Roosevelt em "Hyde Park on Hudson" 

O filme estreia em 2012 e mostra o caso amoroso de Franklin Delano Roosevelt, ex-presidente dos EUA, com sua prima distante, Margaret Stuckley. Tudo acontece por volta de 1939 quando os reis da Inglaterra visitaram Nova York. A direção é de Roger Michell 






quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Diretor de "Planeta dos Macacos: A Origem" fará filme baseado em agente da KGB que morreu envenenado

  • O ator Andy Serkis e o diretor Rupert Wyatt durante lançamento de Planeta dos Macacos na Comic-Con de 2011
    O ator Andy Serkis e o diretor Rupert Wyatt durante lançamento de "Planeta dos Macacos" na Comic-Con de 2011
O novo filme do diretor Rupert Wyatt, de "Planeta dos Macacos: A Origem", será baseado na história real de um oficial da KGB --o serviço secreto soviético. As informações são da revista "Variety".
"Londongrad" é inspirado em "A História de Sasha: Vida e Morte de um Espião Russo" (em tradução livre), de Alan Cowell. O livro conta a história de Litvinenko, que foi envenenado por polônio-2010 em 2006. Ele culpou o serviço secreto russo e Vladimir Putin antes de morrer.
O longa deve ser produzido por Johnny Depp e Graham King, e Mike Newell (de "Príncipe Da Pérsia - As Areias Do Tempo") pode ser o diretor do filme. Como Depp não deve estrelar o filme, os produtores estão em busca do ator que fará Litvinenko.

sábado, 5 de novembro de 2011


"A Pele que Habito", um Almodóvar com obsessão e ciência




Em "A Pele que Habito", que concorreu à Palma de Ouro em Cannes este ano, Pedro Almodóvar dialoga um tanto esquizofrenicamente com os dois lados de sua obra intensa e carnal, que vem construindo desde o primeiro longa, "Pepi, Luci, Bom e outras Garotas de Montão" (1980).

O desejo de uma volta à pulsão do início de sua carreira evidencia-se igualmente no retorno do ator Antonio Banderas, longos 22 anos depois de "Ata-me!".Convivem dentro da história tanto o diretor iconoclasta da primeira fase, em que realizou filmes aguerridos como "Labirinto de Paixões" (1982), "Matador" (1986) e "A Lei do Desejo" (1987) - numa época em que não dispunha ainda de orçamentos que lhe garantissem a melhor qualidade técnica -, quanto o cineasta maduro da fase mais recente, de algum modo obcecado por explicitar suas referências, como se viu no recente "Abraços Partidos" (2009).
Como raríssimas vezes antes (a outra ocasião, em "Carne Trêmula", de 1997), Almodóvar inspirou-se em obra alheia para compor seu roteiro, neste caso, o livro "Mygale", de Thierry Jonquet, que leu há dez anos. Dele guardou a figura do pai que conduz uma vingança, aqui por um estupro cometido contra sua filha, temperando-o com elementos científicos ligados a manipulações genéticas - um assunto que soa estranho no universo almodovariano, mas estranheza é a matéria-prima desta história.
Banderas é esse pai, Robert Ledgard, um cirurgião plástico que pesquisa a criação de pele artificial, depois de perder a mulher, gravemente queimada num acidente de automóvel. Na verdade, há outros fatos ligados à morte da mulher, bem como ao suposto estupro da filha (Blanca Suárez).
A vingança contra o estuprador (Jan Cornet) é o segmento que reserva os elementos mais drásticos e bizarros. É quando entra em cena Vera (Elena Anaya, que já trabalhara com o diretor antes em "Fale com Ela"), uma mulher de identidade misteriosa, que é ao mesmo tempo cobaia e prisioneira do cirurgião num luxuoso bunker, onde ela é vigiada e atendida 24 horas por dia por Marilia (Marisa Paredes).
Há uma referência direta ao filme "Os Olhos sem Rosto" (1960), do francês Georges Franju, um parentesco que Almodóvar assume sem problemas, e também ao famoso personagem do dr. Frankenstein, de Mary Shelley - já que em todos os casos há um homem da ciência ultrapassando limites, brincando de Deus não só por mera ambição, mas em nome da primazia de uma conquista, ou da superação de uma culpa insuportável.
Admitidas todas as inspirações e os cruzamentos de gêneros - e Almodóvar não nega que hoje o thriller é seu favorito, firmando uma disposição em ser uma espécie de Hitchcock latino de nossos dias -, há todos os indícios da busca de uma nova transgressão, numa chave diversa daquela que marcou seus primeiros filmes. Neste sentido, nenhum intérprete mais adequado do que Antonio Banderas, impregnado de uma espécie de horror frio que percorre o filme, em que personagens, como Robert e Marilia, são capazes de dizer as coisas mais criminosas como se fossem normais. Com a insensibilidade que só os psicopatas podem ter.
Esta frieza parece estranha no ninho de Almodóvar, e o que é pior, algo que não resulta totalmente convincente. Na revelação da verdade sobre Vera, Almodóvar arrisca-se numa ruptura de limites, mas perde a medida e toca a ponta do mau gosto.
Falta um toque da sua boa e velha ironia, entre outras coisas. Por isto, os fãs de melodramas com outra temperatura, como "Tudo sobre Minha Mãe" (1999), "Fale com Ela" (2002) e "Volver" (2006), poderão, é certo, sentir-se traídos pela nova investida do diretor.
Um outro problema está nas referências ao Brasil, especialmente aquela relativa ao personagem, Zeca/Tigre (o ator espanhol Roberto Álamo), que resulta na caricatura da caricatura. Chega a ser ofensivo, ainda mais pela intimidade de Almodóvar com o Brasil, país que visita regularmente, que o cineasta formule um personagem grotesco nestes termos. O outro vestígio do país, este mais positivo, é a música "Pelo Amor de Amar", cantada em português pela espanhola Ana Mena.

Trailer de "A Pele que Habito"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


"O Preço do Amanhã" tem Timberlake em aventura futurista



Escrito e dirigido por Andrew Niccol, responsável também por "Gattaca - Experiência Genética", o filme "O Preço do Amanhã" é uma aventura futurista que se rende à expressão "tempo é dinheiro". No mundo criado pelo cineasta, as pessoas negociam quanto tempo têm de vida como moeda. Quer ir de ônibus para o trabalho? Pague duas horas do seu dia ao motorista. Literalmente.

Muito perto dessa situação está Will Salas (Justin Timberlake), que vive contando minutos como operário de fábrica. Como vive na periferia, estranha ao ver Henry Hamilton (Matt Bomer), dono de séculos de vida, bebendo por ali. Quando o ricaço está prestes a ser morto por Fortis (Alex Pettyfer), Will consegue salvá-lo.A situação leva a uma lógica robótica: ao completar 25 anos a pessoa para de envelhecer, mas um cronômetro em contagem regressiva (de um ano) é acionado no seu pulso. Não há como parar a contagem, mas é possível trabalhar para conseguir mais tempo como pagamento. Caso o relógio marque zero, o azarado morre imediatamente.
Quando estão fora de perigo, Henry revela ao protagonista algumas verdades sobre o mundo em que vivem e como aqueles que têm mais tempo controlam a vida dos que não o têm. Prevendo um futuro heroico para o seu salvador, Henry doa seus anos para que Will combata as injustiças daquele lugar.
Trata-se de uma luta de classes, em que existe o vilão milionário, Philippe Weis (Vincent Kartheiser), o policial a serviço do opressor, Raymond (Cillian Murphy), a vítima precoce do sistema, Rachel (Olivia Wilde) e a pobre menina rica, Sylvia (Amanda Seyfried), como par romântico do herói. Cada um com seu papel para Will conseguir mudar a economia.
Embora parta de um pressuposto interessante, o desenrolar desta história causa certo estranhamento pela falta de coerência. Simplesmente, não se entende como as pessoas não envelhecem, tal como pode ser questionada a falta de contemporaneidade deste futuro. Will trabalha visivelmente de forma obsoleta nos dias de hoje e ninguém parece ter acessórios mais evoluídos, principalmente eletrônicos, o maior sinal de futuro em qualquer obra.
Outro ponto de atenção é o pouco cuidado do roteiro com as personagens. Embora o ator Cillian Murphy seja competente, sua atuação não sobrevive ao desfecho de Raymond. O mesmo se pode dizer de Alex Pettyfer, um fio solto desta trama.
Com uma carreira em ascensão, o polivalente Justin Timberlake buscou em O Preço do Amanhã se lançar também como astro de filmes de ação. O caminho é muito natural para um artista tão assediado quanto ele. No entanto, é imprescindível escolher um bom projeto para chegar a esse propósito, diferentemente desta produção.

Trailer de "O Preço do Amanhã"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Lawless e Knight of Cups são os dois próximos filmes de Terrence Malick


A produtora FilmNation  está no American Film Market vendendo a potenciais distribuidores os novos filmes do cineasta Terrence Malick (A Árvore da Vida). Assim, projetos que até agora estavam envoltos em mistério começam a ter informações oficiais.
Ambos estão em pré-produção e serão filmados, um depois do outro, em 2012. Chamam-seLawless e Knight of Cups. O primeiro tem Ryan Gosling como protagonista e, no elenco coadjuvantes, nomes como Christian Bale, Cate Blanchett, Rooney Mara e Haley Bennett. O segundo é protagonizado por Bale e também tem Blanchett como coadjuvante, além de Isabel Lucas.
Malick e Bale estiveram em setembro no Austin City Limits Music Festival rodando algumas cenas durante os shows (veja as fotos na galeria, ao lado). Esse material deve ser aproveitado em Knight of Cups, já que Haley Bennett também foi avistada no festival. Não há previsão de lançamento ainda para Knight of Cups e Lawless.
Vale lembrar que Malick tem ainda um outro filme de ficção sendo finalizado - aquele com Ben Affleck, Rachel McAdams, Javier Bardem e Olga Kurylenko, ainda sem título ou data de estreia - e um documentário de IMAX que aproveita o material científico de A Árvore da Vida sobre o cosmo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011