sábado, 10 de setembro de 2011


Com Tom Hanks e Julia Roberts, "Larry Crowne" usa bom humor para falar de crise financeira


A comédia romântica "Larry Crowne - O Amor Está de Volta" marca vários retornos - o do ator Tom Hanks à direção, 15 anos depois de "The Wonders - O Sonho não Acabou", além de seu reencontro com Julia Roberts, com quem contracenou em "Jogos do Poder" (2007). Nos bastidores figura como um dos roteiristas a canadense Nia Vardalos, atriz e roteirista do sucesso "Casamento Grego" (2002).
Mesmo sendo um poço de bom-mocismo, a história não deixa de cutucar algumas feridas bem à tona no abalado sonho americano, como o desemprego e a voracidade dos bancos locais com os juros das hipotecas.
Os dois problemas caem sobre Larry Crowne (Tom Hanks), um simpático gerente de supermercado, que é o funcionário-modelo do lugar há décadas. O que não o salva de ser sacrificado num corte de vagas da empresa, cometido pelos novos executivos. A alegação: falta de diploma universitário do gerente.
Larry, que não foi à faculdade por estar no serviço militar, fica deprimido. Afinal, tem uma gorda hipoteca para pagar, herança de um divórcio complicado. Assim, sua solvência fica prejudicada, tanto pelo desemprego, quanto pela negativa da gerente do banco (Rita Wilson) de negociar alternativas em benefício do cliente.

TRAILER DO FILME ''LARRY CROWNE - O AMOR ESTÁ DE VOLTA''

Depois de bater em muitas portas e ser rejeitado em novos empregos por conta de ser cinqüentão, Larry decide tentar a faculdade. Com muita lógica, escolhe estudar economia, encontrando pela frente um professor meio exótico (George Takei, o Sr. Sulu da antiga geração de "Jornada nas Estrelas"). Mas pior será outra professora, Mercedes Tainot (Julia Roberts).
Professora de oratória, Mercedes é um poço de mau humor e amargura. Está numa crise enorme com o marido (Bryan Cranston) que, além de não fazer nada, vive pendurado em sites pornográficos na internet. Totalmente desanimada com um trabalho nada encorajador e com alunos indiferentes, ela bebe cada vez mais.
Por conta da bebida, ela vive um incidente meio constrangedor com seu aluno Larry - que, ao contrário do que espera, revela-se um cavalheiro. Evidentemente, o roteiro cria a expectativa de que este romance, em algum momento, possa engrenar.
Porém, quem rouba mesmo a cena, inclusive de Julia Roberts, é a jovem atriz inglesa Gugu Mbatha. Intérprete de Talia, a colega descolada que soluciona o figurino careta de Larry e o introduz em sua turma de amigos, ela dá um banho de beleza e simpatia. Fica difícil tirar os olhos dela.
Outra dupla em quem vale a pena prestar atenção é o prestativo casal de vizinhos de Larry, Lamar (Cedric the Entertainer) e B'Ella (Taraji P. Henson, de "O Curioso Caso de Benjamin Button"). Os dois se deram bem tocando um lucrativo negócio de tralhas usadas, mostrando o quanto a economia pode reservar o sucesso onde menos se espera.

FONTE:http://cinema.uol.com.br

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Em "Cowboys & Aliens", Terra é invadida por ETs


Nem sempre o que funciona nas histórias em quadrinhos, em que a imaginação de roteiristas e desenhistas ganha um cúmplice na imaginação do leitor, funciona bem no cinema. Por mais rica que sejam a fantasia e a criatividade dos autores, no cinema a história precisa ter um pouco mais de verossimilhança, se não o truque não funciona.

O envelhecido Ford, que já foi Indiana Jones, passa o filme inteiro com cara de enfado, e Craig, que já viveu James Bond, parece sentir falta das belas mulheres que animavam suas aventuras como 007. Os índios, mesmo nos tempos do politicamente correto, continuam recebendo tratamento caricato.
Em "Cowboys & Aliens", a curiosa história de uma invasão alienígena em pleno Velho Oeste americano virou um típico filme B dos anos 1940, emoldurado por efeitos especiais modernos. No final, acaba sendo apenas motivo de risos. Nem mesmo a escalação de Harrison Ford e Daniel Craig para os papéis principais garante alguma credibilidade.
A história nos quadrinhos, roteirizada por Fred Van Lente e Andrew Foley (com desenho e arte final dos brasileiros Luciano Lima, Luciano Kars, J. Wilson e Silvio Spotti), tinha um enfoque original e mais crítico, com maior participação dos nativos. Os índios, que já haviam perdido suas terras para os colonizadores brancos, agora se viam também ameaçados por invasores do espaço. No filme, essa característica se perde completamente.

TRAILER DO FILME ''COWBOYS & ALIENS''

O filme começa com Jake Lonergan (Daniel Craig) despertando no meio de uma região desolada. Ele está com um ferimento na barriga e um estranho bracelete metálico preso ao pulso. Ele não se recorda de nada, mas sabe como se defender ao ser ameaçado por um grupo de mal-encarados que o encontra.
Depois de matar todos, apodera-se do cavalo e das armas de um deles e cavalga até o povoado mais próximo, que vive em completa decadência depois de esgotada a mineração de ouro. O manda-chuva local é um fazendeiro, Woodrow Dolarhyde (Harrison Ford), extremamente violento em seus métodos.
A vida de Jake não será fácil. Seu rosto está estampado em um cartaz de recompensa por roubo e assassinato e, depois de uma confusão, ele acaba preso pelo xerife. Todos ficam intrigados com o bracelete em seu braço, menos Ella (Olivia Wilde). Ela parece saber algo sobre o objeto misterioso e estimula Jake a lembrar do passado --em vão.
Jake está prestes a ser levado a julgamento em outra cidade quando uma esquadrilha de naves espaciais ataca o povoado. Os moradores fogem em pânico, mas alguns são laçados (lembrem-se que estamos no Velho Oeste) pelos aliens e levados para o interior das naves.
Durante o ataque, o bracelete de Jake emite uma luz e se transforma em arma, lançando raios em todas as direções. De vilão, Jake se transforma em herói e é escalado para liderar uma missão de resgate das pessoas abduzidas, na companhia do fazendeiro mal-humorado.
Durante a missão, que no caminho receberá a adesão de peles-vermelhas, Jake se lembrará de fatos importantes relacionados ao bracelete e ao seu passado. Os aliens que se cuidem.
FONTE:http://cinema.uol.com.br/

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


Eddie Murphy é confirmado para apresentar o Oscar


  • O ator Eddie Murphy discursa durante The First Annual Comedy Awards (26/03/2011)
    O ator Eddie Murphy discursa durante The First Annual Comedy Awards (26/03/2011)
Agora é oficial. Segundo a revista americana “Variety”, o comediante Eddie Murphy ("O Grande Dave") será o apresentador da 84ª Cerimônia do Oscar.
O nome dele foi sugerido pelo cineasta Brett Ratner (“Hora do Rush 3”), responsável pela direção do evento ao lado de Don Mischer, que cuidou da edição passada. Ratner e Murphy trabalharam juntos recentemente no filme “Roubo nas Alturas”, que deve estrear no Brasil em 16 de setembro.
A confirmação de Murphy mostra que a Academia de Hollywood quer passar longe da experiência da última cerimônia, apresentada pelos atores Anne Hathaway ("O Amor e Outras Drogas") e James Franco ("127 Horas"). O desempenho da dupla foi muito criticado, especialmente pela apatia que Franco demonstrou no palco.
FONTE:http://cinema.uol.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Com curadoria de Fernando Meirelles, Londres recebe festival de filmes brasileiros


  • Cena de O Homem do Futuro, filme de abertura do Brazilian Film Festival of London
    Cena de "O Homem do Futuro", filme de abertura do Brazilian Film Festival of London
De 6 a 10 de setembro, o público londrino terá a oportunidade de conferir a recente produção brasileira de cinema. O Brazilian Film Festival of London tem cerca de 20 títulos em sua programação, entre longas e curtas-metragens. A seleção dos filmes foi feita por uma equipe de curadores, entre eles o cineasta Fernando Meirelles (“Ensaio sobre a Cegueira”).
Na noite de abertura será exibido “O Homem do Futuro” na sede da Bafta (Academia Britânica de Artes Televisivas e Cinematográficas), fora de competição.
Os demais longas competem ao Prêmio Lente de Cristal, eleito pelo júri popular. São eles: “Além da Estrada”, “De Pernas pro Ar”, “Filhos de João, o Admirável Mundo Novo Baiano”, “Como Esquecer”, “180º”, “Elza”, “VIPs”, “A Suprema Felicidade”, e “Boca do Lixo”.
Na última noite do evento está programada uma homenagem à produtora Paula Barreto, que também faz parte do time de curadores da programação. No Odeon Covent Garden, a organização WFTV (Mulheres em Filmes e Televisão) homenageia Paula Barreto. Depois há a projeção de “O Casamento de Romeu e Julieta”, de Bruno Barreto. Esse é o primeiro filme produzido por Paula.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011


"Steven Spielberg foi nosso guia", diz Jon Favreau, diretor do filme "Cowboys & Aliens"


  • O diretor e produtor Jon Favreau, a atriz Olivia Wilde e o ator Harrison Ford posam para foto na pré-estreia do filme Cowboys & Aliens, durante o Comic-Con 2011, em San Diego (23/07/2011)
    O diretor e produtor Jon Favreau, a atriz Olivia Wilde e o ator Harrison Ford posam para foto na pré-estreia do filme "Cowboys & Aliens", durante o Comic-Con 2011, em San Diego (23/07/2011)
A trajetória do projeto "Cowboys & Aliens" é complicadíssima (entenda aqui) mas, quando chegou ao diretor Jon Favreau, ele tinha uma ideia bem clara do que fazer: “Eu entendi a piada, o absurdo do conceito”, ele diz. “ E vi que, para que ele se tornasse um bom filme, era preciso ser levado a sério.A saída mais óbvia era cair num clima de gozação - mas acho que aí estaríamos desperdiçando uma boa ideia”.
A postura de Favreau estava totalmente de acordo com a do produtor Rom Howard, que o escolhera para dirigir o projeto depois do sucesso dos dois "Homem de Ferro": de que o filme não era uma comédia na linha "MIB - Homens de Preto" (outro produto da editora de quadrinhos Platinum, criadora de "Cowboys & Aliens"), mas um novo olhar sobre um gênero clássico do cinema, o faroeste.
Favreau cercou-se de uma trinca de experientes roteiristas que, em várias permutações, na TV ("Alias", "Fringe", "Lost") e e no cinema ("Star Trek", "Missão Impossível") já haviam trabalhado juntos: Damon Lindelof, Roberto Orci e Alex Kurtzman.
“Foi um trabalho intensamente criativo entre nós”, Favreau conta. “ E Steven Spielberg foi nosso guia no processo - ele me disse que tinha uma cópia recém restaurada de "Rastros de Ódio", de John Ford, e organizou uma exibição para mim e os três roteiristas, fazendo comentários durante cenas importantes. Aquilo abriu nossa visão. Depois, várias outras vezes - queríamos expandir o conceito, mas sendo fiel às regras e tradições do western”.
Parte importante da proposta era escolher, para encabeçar o elenco, “dois atores icônicos, que trouxessem toda uma carga de reconhecimento com suas presenças”, Favreau conta. Harrison Ford, primeira escolha para viver o quase-vilão Dolarhyde, o barão do gado que domina a cidadezinha de Absolution, nos cafundós do deserto do Novo México/Arizona, em meados do século 19, foi, a princípio, um problema.

"Eu não queria fazer, é verdade", Ford admite. "Não era nem o roteiro, era o próprio conceito. As chances de sair uma grande bobagem eram enormes. Coisas assim podem descanbar para a idiotice muito rapidamente. Foi quando eu vi a qualidade as pessoas envolvidas e pude conversar com elas que me senti mais tranquilo.  Afinal, esse é o tipo de filme que as plateias querem ver hoje. Eu cresci vendo Roy Rogers, Hopalong Cassidy, matinês com Gene Autry. Mas este filme é uma outra proposta".
As chances de sair
uma grande bobagem
eram enormes.
Harrison Ford, ator
Um ponto importante para Ford foi conversar longamente com Favreau sobre o roteiro e como os efeitos se integrariam à  narrativa.
"De novo, podia ficar uma besteira. Mas gostei muito de como os aliens se integravam à história, como os outros personagens achavam que eles eram 'demônios', como ficava claro que as pessoas da época não tinham a menor noção do espaço, da possibilidade de outros mundos. Esses detalhes me fizeram mudar de ideia e aceitar o papel".

TRAILER DO FILME ''COWBOYS & ALIENS''

Daniel Craig, selecionado unanimente por Favreau e Howard para o papel do misterioso herói  Jake Lonergan “porque tem a mesma presença de Yul Brynner, calma, controlada e poderosa”, entendeu imediatamente o conceito do filme. “Está tudo no título, não é mesmo? Mas eu vi de cara que íamos levar a sério a ideia, por mais maluca que ela possa ser”.
Eu sempre quis ser um cowboy. (...) Para mim foi a realização de um sonho
Daniel Craig, ator
Para Craig, "Cowboys & Aliens" teve um atrativo a mais: "Eu sempre quis ser um cowboy. É engraçado porque as pessoas vivem me perguntando se eu sonhava em ser James Bond, mas na verdade eu nunca pensei nisso. Um cowboy, sim, eu sempre quis ser desde garoto. Para mim foi a realização de um sonho".
Craig diz que se identifica mais com os westerns de Sergio Leone mas que, apesar de todo o seu amor pela mitologia do oeste, não sabia andar bem a cavalo ou usar um laço. “Não ia incomodar Harrison para isso…” ele brinca.”Felizmente tínhamos uma equipe maravilhosa de verdadeiros rancheiros e cowboys que nos treinaram e estavam sempre por perto para nos aconselhar…”

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domingo, 4 de setembro de 2011


"Apollo 18" apela para falso documentário para assustar


Em 1973, a NASA enviou secretamente uma nave tripulada à Lua, a Apollo 18, integrada pelos astronautas Warren Christie e Lloyd Owen. Décadas mais tarde, as imagens do que aconteceu com a missão e os detalhes do por que ela jamais voltou a Terra vazam e são editadas para a realização de "Apollo 18", que explicará o mistério.

Do baixo orçamento e câmeras trêmulas, dos gritos incessantes à campanha viral na internet (de que se trata de algo verídico), está tudo ali, exceto a necessária criatividade para sair da mesmice.
Esse é o argumento entregue ao espectador nos créditos iniciais desta produção, pretensamente documental, que copia em todas as suas dimensões "A Bruxa de Blair" (1999) e seus exitosos subprodutos ("REC", "Cloverfield - Monstro", "Quarentena", "Atividade Paranormal").
Creditado ao diretor espanhol Gonzalo López-Gallego, "Apollo 18" é, por princípio, uma série de imagens coladas para o espectador em constante estado de tensão. Aqui, câmeras instaladas na nave e em solo lunar mostram supostos movimentos suspeitos. Da mesma forma que a audiência buscou fantasmas no cenário de "Atividade Paranormal", neste suspense ela não deve tirar os olhos da tela para identificar supostos alienígenas.

TRAILER DO FILME ''APOLLO 18''

Como não inova em qualquer aspecto, com base nos filmes aos quais se referencia, não é muito difícil entender a lógica da história e se antecipar ao desfecho, que deixa espaço para continuações.
Com exceção de um par de cenas, em especial a que o protagonista pede ao secretário de Defesa para ser resgatado, as performances dos atores ali envolvidos em nada colaboram.
Quando estreou em 1999, "A Bruxa de Blair" mostrou principalmente que era possível utilizar as redes sociais na internet para difundir bobagens como o espírito de uma bruxa maligna que persegue um trio de azarados na floresta.
"Atividade Paranormal" também se vendeu como verdade e foi além ao lançar um viral que mostrava a cara de pânico da plateia ao ver as imagens. Nas entrelinhas, provava se tratar do mais assustador documentário já feito. Os êxitos dos filmes mostraram que essas ações dão certo.
No entanto, "Apollo 18" não conseguiu ir além nem mesmo em golpe publicitário. Poderia se aproveitar das poderosas redes sobre teorias de conspiração norte-americanas que alardeiam, entre outras coisas, que os alienígenas estão aqui entre nós. Falhas que devemos apenas lamentar, pois não se trata de uma produção com fraco argumento, mas de uma fraca execução de suas possibilidades.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011



Michelle Williams aparece caracterizada como Marilyn Monroe para filme.


  • REUTERS/Laurence Cendrowicz/The Weinstein Company/Handout
    Michelle Williams aparece como Marilyn Monroe em foto de "My Week With Marilyn"
Em nova foto oficial do filme "My Week With Marilyn", a atriz Michelle Williams aparece caracterizada como Marilyn Monroe.

O roteiro do filme, que tem previsão de estreia em 4 de novembro nos EUA, é baseado nos textos do autor britânico Colin Clark, que acompanhou Marilyn por uma semana enquanto a estrela visitava a Inglaterra com o escritor Arthur Miller, com quem foi casada, em 1959.

Além de Michelle Williams, o elenco tem Emma Watson, a Hermione de "Harry Potter".
FONTE:http://cinema.uol.com.br